É uma vaidade desenhada
Uma beleza recortada
A atenção que conforta
A música que discursa
O cambalear que me atenta
O andar que me sustenta
O falar que introduz
O combustível que me conduz
A ignição que interrompeu
O vermelho que excita
O des-carregar que exercita
O jogo de livre partida
A entrelinhas que não se desvenda
O tempo que eu penso
A melodia que eu canto
A nota convertida em pranto
A saliva em que eu me afogo
Teu sabor que ainda não provo
Teu repouso que contemplo
Teu porte em que me acho
Tão compacto que me encaixa
Teu descanso que me cansa
O sorriso dos seus olhos
O acorde que me acorda
E também a soberba que me enfurece
Mas tudo faz parte, faz desejo, faz amor...