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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Como lidar com a depressão de fim de ano?


Sim, a propaganda ilude: um monte de fotos com famílias e casais alegres e lindos, com roupas deslumbrantes, rodeados de presentes. Os slogans, escritos em verde, vermelho e dourado, insinuam que todo mundo está feliz, mas você não se sente tão bem assim (o que só piora as coisas). O que se pode dizer neste momento? Que milhões de pessoas pelo mundo também estão sentindo uma espécie de tristeza nesta época, e é normal na maioria dos casos. Um exemplo é a procura pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), que cresce em média 20% nos finais de ano. Segundo Elaine, voluntária há mais de uma década, isso acontece por vários motivos: perda de entes queridos perto dessa data, família distante ou em pé de guerra, sensação de frustração por não ter cumprido metas, questionamento de valores ou falta de um amor. “No CVV nós não damos conselhos, apenas facilitamos o diálogo da pessoa com ela mesma. Quando ela se ouve, percebe muitas coisas e começa a se reorganizar internamente. Atendemos 24 horas por dia para ouvir quem precisa”, diz Elaine.
Para o psiquiatra Geraldo Massaro, do Serviço de Psicoterapia do Hospital das Clínicas, de São Paulo, as pessoas querem se sentir amadas, aceitas, queridas e, mesmo quem não está solitário no final do ano, torna-se mais crítico, acha que poderia ter feito as coisas de uma maneira melhor, pensa no que perdeu e em quem perdeu. “É importante lembrar que ficar triste no nesta época pode acontecer com qualquer um, não é ‘privilégio’ de quem está só. Temos de deixar de lado o mito de que os casais são felizes e os solteiros, infelizes”, afirma Massaro.

“Quando o vazio da alma ataca, não é fácil para ninguém. Mas é importante lembrar que é exatamente este vazio existencial que nos mobiliza para sermos melhores: mais bonitos, mais inteligentes, mais sábios. Ele só é ruim quando a pessoa não o coloca em ação para se transformar. Meu conselho para ao fim de ano? Seja menos rígido e faça as pazes com essa sensação de vazio. Não tente se livrar dela”, sugere a psicóloga Dorit Wallach, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP e especialista em dependência química pelo Instituto Sedes Sapientiae.

O que fazer

O psicólogo Alexandre Bez, especializado em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia (UCLA) e em relacionamento pela Universidade de Miami, sugere algumas atitudes para diminuir a depressão e o estresse causados pelas festividades de fim de ano:

•Perceba se há um problema emocional presente nas datas.
•Não tente ignorar a data, achando que o problema vai embora, ao contrário, esteja ciente para que você lide melhor com essa situação.
•Esteja atento à frustração, caso seus planos não saiam como o planejado.
•Não desconsidere as experiências desagradáveis, use-as a seu favor aprenda com os erros.
•Nunca tente passar as comemorações só. Estresse e depressão podem aumentar nessa situação.
•Se estiver distante das pessoas queridas, procure se ocupar com atividades diversas.
•Lembre-se com carinho, e não com tristeza, dos que já foram e dos que não estão mais na condição de cônjuge ou namorado.
•Caso não consiga se engajar em algum grupo, faça parte de um trabalho voluntário.
•Mantenha-se ocupado, participando das comemorações e entrando na confraternização, com isso a depressão com hora marcada irá atrasar e provavelmente nem aparecer em seu contexto natalino e de ano-novo.
•Esqueça os problemas que podem atrapalhar suas comemorações, tais como conjugais, financeiros e pessoais.
O que não fazer:

•Desligar os telefones
•Ficar em casa sozinho
•Não fazer planos
•Desconectar o computador
•Deixar de atender a porta e/ou interfone
Conclusão

Participe, colabore, enturme-se, curta as datas dentro de suas possibilidades econômicas e psicológicas. Um panetone e algo para beber com a pessoa amada já é uma celebração se não der para ir a Paris, por exemplo. Faça o que puder fazer, respeitando os seus limites, mas faça!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


O SER HUMANO ESTÁ CONDENADO A LIBERDADE. EIS AÍ UM SER. LIBERTO.PODE CAMINHAR PARA FRENTE. PODE RETORNAR, CASO DESEJE AO MESMO PONTO DE ONDE ESTAVA. EIS A LIBERDADE, PODER ESCOLHER ALGO. O DESTINO NÃO EXISTE. O FUTURO ESTÁ EM NOSSAS MÃOS. É PRECISO TRANSCEDER. SUPERAR TODOS OS LIMITES IMPOSTOS. É PRECISO REALIZAR AS NOSSAS POTENCIALIDADES. SOMOS LIVRES PARA ESGOTAR NOSSAS ESCOLHAS. SOMOS LIVRES PARA OPTAR ENTRE TANTAS ALTERNATIVAS POSSIVEIS DE ESCOLHA. HÁ LIMITES, SABEMOS DISSO. E ESTES LIMITES TORNAM A NOSSA LIBERDADE REAL. SOMENTE NO MUNDO DOS SONHOS REALIZAMOS TUDO O QUE DESEJAMOS. O DESEJO É A LIBERDADE. É DOS LIMITES QUE O HOMEM CONSTROI SEUS MAIORES ARTEFATOS. GRANDES PODERES TRAZEM GRANDES RESPONSABILIDADES. O PODER DA LIBERDADE FAZ UM HOMEM ANGUSTIADO QUANDO ELE NÃO CONSEGUE SUSTENTAR SUAS ESCOLHAS. A ANGUSTIA É O ANSEIO DA LIBERDADE. O DESTINO É A TERRA SOB A QUAL A COVARDIA BROTA
VOCE NASCEU LIVRE PRA PENSAR SOBRE O QUE VIU QUANDO POS OS PES NO MUNDO E CONTINUOU LIVRE PARA ESCOLHER SEUS MELHORES AMIGOS, A SUA MUSICA PREFERIDA E AS COISAS QUE MAIS LHE AGRADAVAM AOS OLHOS. VOCE CHEGOU AQUI LIVRE PARA APRENDER, EXPERIMENTAR, ENTENDER. LIVRE PARA DIZER TUDO, GRITAR ALTO OU ATÉ FALAR SEM USAR PALAVRA ALGUMA E CONQUISTOU A LIBERDADE PARA ESCOLHER ENTRE UMA COISA OU OUTRA, DE NÃO TER QUE OBEDECER ALGO QUE NÃO TENHA SENTIDO PARA VOCE. LIVRE PARA FAZER O BEM PARA ALGUEM OU POR VOCE MESMO E VOCE AINDA VAI TER A CHANCE PARA ATRAVESSAR RIOS, NAVEGAR MARES E DE PENSAR MUITO PARA FAZER O QUE ACHAR CERTO E DEPOIS CONTAR SUAS PROPRIAS HISTORIAS, AQUELAS QUE VOCE CORREU RISCOS POR NECESSIDADE POR PRAZER, POR AMOR OU POR TUDO ISSO JUNTO E VOCE AINDA VAI TER OUTRAS CHANCES COMO A DE CONQUISTAR A LIBERDADE DE ACORDAR DEPOIS DAS NOVE AOS DOMINGOS, DE PINTAR, INCLUSIVE O CABELO E DE MUDAR MUITAS OUTRAS COISAS IMPORTANTES . VOCE PODE TER LIBERDADE REAL , A LIBERDADE MADURA, A LIBERDADE QUE FAZ VOCE TER 50% DE CHANCE DE ACABAR EM DERROTA E COM A OUTRA METADE DE CHANCES DE FAZER VOCE VIVER BELAS VITORIAS QUE É A ÚNICA LIBERDADE QUE TRAZ RECOMPENSAS PARA TODOS OS SEUS ESFORÇOS. MAS COM ESSA LIBERDADE VOCE SÓ NÃO SE LIVRA DE UMA COISA CHAMADA RESPONSABILIDADE QUE PODE ATÉ SER CHATA NO INICIO MAS INDESCRITIVELMENTE GRATIFICANTE NO FIM. LIBERDADE QUE FAZ VOCE DESCOBRIR O QUANTO É DIFICIL MANTE-LA E MESMO ASSIM FAZ VOCE QUERE-LA ATÉ O FIM. AFINAL, ESSA LIBERDADE É O RESULTADO DE SUAS ESCOLHAS AO LONGO DA VIDA. É A LIBERDADE PARA VOCE RECONSTRUIR OU ATÉ CRIAR UM MUNDO MELHOR. A SUA LIBERDADE, A LIBERDADE VERDADEIRA, A ÚNICA CAPAZ DE VIVER EM VOCE PARA SEMPRE. LUTE PELA LIBERDADE. ESCOLHA

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As melhores sessões


Ah...o grupo de jovens. Sem mais demagogia, não consigo imaginar mesmo meus dois últimos anos sem aquela turma. Bendita noite de sabádo em que a Misleini bateu lá na porta de casa me convidando e fui no primeiro dia porque não tinha coisa melhor pra fazer dentro de casa e não podia imaginar o quão benéficio esses encontros poderiam me trazer. "Recomeçar". Não poderia ser outro tema a não ser esse pra quem estava visitando ali pela primeira vez. Recomeço, começar de novo, traçando novos ciclos, etapas.Precisava me agarrar com urgencia numa força MAIOR, assim como qualquer ser humano carente e normal precisa de um apoio.Dentre conhecidos , colegar e desconhecidos fui conquistando meu espaço ali indo a encontros, faltando duas , tres semanas, até participar do primeiro evento da pastoral: O dia da amizade aqui em Campos Gerais. E a partir daí foram se firmando as amizades. Pessoas que hoje são essencia pro dia a dia. Mas como nada é pra sempre, sai jovem, entra jovem e novos rostos vão surgindo ali e fui vendo que eu emais alguns continuaram da minha geração. Sim, eu escolhi estar ali toda semana, no meio de toda aquela galera mais nova que eu, mas que nem por isso impede algum tipo de relacionamento, muito pelo contrário, só amadurece. Só tenho a agradecer a cada um dos membros desse grupo que engrandeceram e enriqueceram a minha vida com vossa presença. Quero citar alguns nomes aqui representando todos: Valter, Tailer, Carminha, Talita e Leandro, que por meio da coordenação e acolhimento pude fazer e consagrar amizades como a minha com o Alysson, que agora é também afilhado, os Penachos e tantas outras [os] amigos que fiz e faço todo dia nos encontros. Só tenho a agradecer e levar cada um de vocês pra sempre na memória e no coração

sábado, 2 de outubro de 2010

00:45


Esse foi o horario de chegada e saída pr'um sonho vivido e realizado: Show da Ana Carolina. Com muita chuva pego busão com destino á Ribeirão Preto. Chego á cidade as 5 horas da manhã e meu tio me busca onde fiquei hospedado junto com minha tia e meus primos no condominio "Portal del Rochelle", um lugar bem calmo e intimista. Durante dia andamos pela cidade, conhecer alguns lugares, inclusive o local do show. Anoiteceu, mesmo sabendo que os portões abririam as 22:00 hrs e o show começaria as 00:30 as 8 hrs da noite eu já estava lá fazendo plantão de pé e conhecendo um pessoal que também curtia a Ana. Eis que a porteira se abre, todos andando normalmente, só eu quase correndo por calçada a fora igual à um caipirinha de Minas mesmo.Quando chego no salão esmeralda é hora de enfrentar outra fila pra troca de ingressos comprados pela internet. O povo ia chegando aos poucos enquando conversava com Drica, Camila, Carolini e o namorado que não lembro o nome, os primeirões da fila da área vip. Foi dando sede e fui comprar água pra gente, até que finalmente as portas do salão se abre. Meu olho brilhava só de ver o palco com os instrumentos e logo fui até grade que era o melhor lugar que eu podia me posicionar, mais perto que eu imaginava, mas não melhor que a primeira fila de mesas, mas tudo bem. O povo não parava de chegar, logo iam ocupando as mesas, camarote, area vip e pista e tocando muito Paralamas do sucesso e Cidade Negra, quase decorei as musicas. O tempo passa e nenhuma movimentação no palco, até que surge uns brutamontes de preto ajustando luzes, instrumentos e fumacinhas,hehehe. O roldie da Ana aparece no palco afinando os violões dela, o povo começava a gritar, até parecia que era ela que tinha subido ao palco. Era 00:30 e nada. O povo começa a vaiar, até que Adriano [roldie] surge no palco de novo colando no chão o repertório no chão do palco. E o povo voltava a chamar pela Ana misturado entre vaias. 00:45 a banda entra no palco meio escondido: Danilo Andrade( teclados e programação), Marcelo Costa (bateria), Léo Reis (percussão), André Rodrigues (baixo) e Pedro Baby( guitarras). Quando o cara lá anuncia : "E com vocês, Ana Carolina", o povo foi ao delírio, inclusive eu, a expressão "fã comportado" não existia no meu vocabulário.

Eis que Ana Carolina surge pelo lado direito do palco com seu figurino preto brilhante, cabelo liso dessa vez, toda maquiada e pronta pra cantar. Quando ela entrou foi ápice pra mim. Abre o show cantando "10 minutos" com toda aquela força e potência que ela tem e ao fundo um telão que projetava uma metropole.Logo em seguida ela vem com "Hoje eu to sozinha", desta vez uma música do seu álbum estampado e projetando ao fundo uma metropole tambem, dessa vez em movimento deixando o palco bem dinamico. Eis que ela puxa sem banquinho e seu violão de nylon e viaja por alguns sucessos convidando o publico a cantar junto, passa por "Confesso", "Trancado", "Nua", "Pra rua me levar" e "Encostar na tua". Ela deixa o banquinho e volta cantando "2 bicudos" e "8 estórias", música que deu um banho de interpretação e presença de palco, ainda mais projetando mulheres semi-nuas no fundo do palco no seu dia-a-dia. Ana estava afim mesmo de provocar, principalmente as meninas. Continuando sua passagem pela disco "n9ve", ela canta "Entreolhares" e no fundo mostrando o John Legend cantando no clipe da música gravado em Atlanta. Continuando com músicas pop, Ana canta "Tolerância" e nessa música Ana ganha de presente de um fã um urso em que ela dança com ele no palco e guarda o presente. Cantando de novo alguns antigos sucessos em mais um medley, Ana apresenta desta vez com seu violão de aço "O avesso dos ponteiros", música que ela não cantava há um bom tempo já, música que veio seguida de "Aqui", "A canção tocou na hora errada", "Vai", "Nada pra mim". Ainda nas baladas , Ana apresenta "É isso aí",desta vez com arranjo reformulado e mais impactante. Depois chega "Quem de nós dois" cantando e interagindo com a galera. Passando agora pelo samba e samba-rock, Ana apresenta "Tá rindo,é?" com borboletas no fundo do palco e "Cabide" onde arrisca muito bem uns passos de samba e convida o público pra sambar também.O pandeiro que não podia faltar chega com Ana surrando aquele couro deixando o povo estasiado e toca e canta "Implicante", um samba do seu segundo disco. O show vai chegando ao final com "Uma louca tempestade", minha preferida, seguida de "Rosas", "Elevador" e no bis "Garganta", que nessas tres ultimas musicas ela chama o publico pra frente, que frustrante que foi pra mim não poder e não conseguir pular aquela grade. Ela despede-se do público emocionada, toda atenciosa e deseja: AMOR, SORTE, GRANA E SEXO!.

Muita música boa, emoção, cantoria, felicidade, alegria em pouco mais de uma hora de show, ficará guardado da minha memória, valeu e compensou todo esforço e barreiras que enfrentei. Me despedi dos novos amigos que fiz nos prometendo reencontrar nun proximo show, dessa vez de mesa, voltei pra casa da minha tia sob uma chuva fina, passiei em Ribeirão no domingo, voltei pra Cangerê chegando aqui 00:45...4+5=9,hehehe.

00:45: Embarque ao sonho
00;45: realizando o sonho
00:45: desenbarcando do sonho

domingo, 12 de setembro de 2010

NÃO SABEMOS NAMORAR


Agora dei para mascar chiclete com sabor melancia.
Deveria esconder esse detalhe. Mórbido para quem atravessou os 36 anos.
Mas vejo o quanto escondo o romantismo debaixo da mordida. Sou açucarado. Meu beijo é diabético. Logo eu que passo uma imagem seca de bolacha de sal.
Vá lá, não vou sorrir para mim de noite ou pedir a benção para os apaixonados, mas não acredito nesta história de acomodação no romance. Que de uma hora para outra cansamos. Não é cansaço, não é que paramos de seduzir porque conquistamos e que não precisamos mais arrebatar com surpresas. Não é que estamos seguros e não arriscamos mais. Não é o conforto ou o domínio territorial.
Senão começaremos a acreditar que existe cupido. E cupido é o mais cafona dos anjos. Quem começa uma relação com cupido termina na fossa repetindo os erros ortográficos das canções sertanejas.
Confio que há gente que não saiba namorar. Não sabe namorar, e pronto. Supõe que é instintivo, natural, que é beijar, abraçar e os oceanos transportam a espuma. Que basta amar e as relações funcionam.
Mas as relações queimam pelo pouco uso. A eletricidade enferruja.
Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente: jantar, conversar e transar. Há gente que não quer namorar, e sim uma amizade para dividir o que se é. Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo.
Que tudo está definido e seguro para o final do ano, que não pode ser perdido no próximo minuto. Eu acabei de perder o próximo minuto.
Namoro é ambição. É um final de semana a cada dia. É uma delicadeza insuportável, antecipar os movimentos e agradar quando não se espera. Gentileza em cima de gentileza, infindável. Um cuidado para não magoar com aviso e pergunta, com aquela educação concedida a gestantes e idosos.
Namorar requer uma atenção absoluta. E não reclame: amar pode ser para toda a vida quando oferecemos toda a nossa vida.
Tem que se preparar, ceder, abrir espaço, oferecer, renunciar. A inquietação nasce da paciência. A criatividade nasce de uma porta fechada.
É um extremismo terrorista. Explodiremos civis.
Durante algum desentendimento, mobiliza-se a genealogia da imaginação para escandalizar de novo. Carro de som, helicóptero, arranjos suicidas pela janela. Não é permitido ficar quieto, parado, para conversar a respeito. A conversa demora.

No namoro, não existe como ser egoísta. Egoísmo se deixa no JK. É pensar pelo outro, com o outro, como o outro.
É ter uma lista de compra de mercado na ponta da língua, junto com o chiclete de melancia: qual a pasta de dente que ela usa, o xampu, o condicionador, o azeite, o leite que toma, o suco... Desconhecer a geladeira da namorada é passagem direta para o congelador.
É entrar numa livraria e pensar no livro que ela vai gostar, é entrar numa loja e pensar um vaso que combinaria com sua sala, é entrar no cemitério e sonhar com um mausoléu para a família, sim, planejar a morte junto - nada mais romântico.
É entrar em si mesmo e lustrar as memórias mais distantes para parecer orfão antes de sua chegada.
Agora dei para mascar a minha boca.

domingo, 29 de agosto de 2010

Dias de sol, noites de frio


Dias de sol
Noites com frio
Pasto cor pardo
Pasto cor de carvão
Céu cinzento
Não de chuva
Mas sim de poluição

http://www.youtube.com/watch?v=XbkBp04ykQg

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quando...


Eu sou um idiota. Um pasmado. Uma formiga. Um besta. Um palhaço. Eu me humilho. Rastejo. Sofro e não dói mais. Eu não falo. Eu não páro. Eu amo. Eu sou/estou doente. Eu preciso de ajuda. Eu tenho água incontida nos olhos. Eu só quero gostar e ser gostado. Está dificil.

"Quando eu vou parar e olhar pra mim? Ficar de fora e olhar por dentro... quando eu parar pra ser feliz, que hora? Se não dá tempo...."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Seu insucesso na vida íntima me enobrece.


Em uma manifestação humilhante do meu inconsciente/consciente eu faço figas pra dar errado os relacionamentos íntimos de quem eu amo que o mesmo não gosta de mim, melhor dizendo, não me enxerga com os mesmos olhos que eu enxergo-o. Dentre todas as minhas compulsividades do TOC, começo a contabilizar há quanto tempo que essa pessoa não pega ninguém, há quanto tempo ela não se entrega pra alguém e quanto mais tempo ela passa na seca, mais eu me divirto, me alivio, mais eu dou Graças a Deus.
Acontece que isso não vai durar para sempre, chegará um dia em que ela encontrará um novo ficante, namorado, um amor e eu vou me recolher para a minha insignificancia e abaixarei a crista dos meus pensamentos mesquinhos, tolos e de mal-amado.Sempre quando aparece uma possibilidade de ela envolver-se com alguem intimamente me vem a angustia, o aperto no peito, o desespero. É uma dor que passou a ser indolor, ela vem com uma certa frequencia que eu já não sinto mais nada, meu organismo acostumou com o meu ciume. Sempre ouvi falar de ciume, mas nunca o havia sentido com tanta intensidade. Só posso dizer que ele me corrói por dentro como traças a procura de tecido velho e sujo, assim como se tornou minha alma: suja e deplorável. E eu vou empurrando com a barriga, a solidão dela é a maneira que tenho pra me sentir como o amante dela e isso me basta, é como se eu esquecesse o que eu aprendi nas escolas da vida que ninguém pode ser feliz sozinho. E que sorte que essa pessoa que eu amo é tão imatura, devagar, lerdo, pasmado pra se investir em um relacionamento íntimo. Isso me felicita. E assim vou me contentando com as migalhas, com o estar perto e não poder estar "bem mais que perto".Há um bom tempo essa pessoa pra quem eu entrego a minha vida tem vivido só no "quase deu certo", mas eu tenho que me preparar quando ela conseguir arrumar alguém. Enfim, enquanto ela vai tentando eu vou torcendo:

"Não vai dar certo!"

"Se ela não fica comigo, com ninguem ficará"

e etc

E não é que dá certo?! HAHAHAHAHAHA

Mas tem muito mais coisas por detrás disso que eu escrevi aqui, pode parecer tanta bobagem pra voce que leu, tão fútil, tão medíocre e é mesmo assim, mas isso cabe a uma outra postagem aqui.

Cristiano Rabelo

"O amor não poderia morrer, ele não tem fim. Nós que criamos a despedida por não suportar sua longevidade. Por invejar que ele seja maior do que a nossa vida. " Fabricio Carpinejar

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Preenchendo espaços


Tudo começou na vida intra-uterina. Aquele marasmo onde só dormíamos em um espaço um tanto que desconfortável recebendo os nutrientes mandados pela nossa mãe. Mas nós crescemos, aquele espaço foi tornando-se minúsculo pra nós e viemos necessitados de vir ao mundo. A claridade nos assusta, nos faz cerrar os olhos, não sabemos como nos expressar, só sabemos chorar. Até que nos vem nossa primeira relação de afeto, acalanto e amparo: a mãe. É por meio de nossa mãe que começa a ser desenvolvido em nós nossa primeira característica de um ser social e cabe a ela a cada dia tornar isso maior com gestos, contato de pele, palavras e carinho.
Uma das necessidades do ser humano é ser alguém sociável e ele vive em busca de suprir toda essa carência que é instintiva. O homem precisa do outro para viver, amar, dividir emoções, sociabilizar, desenvolver-se e crescer na sabedoria .
Uma relação de afeto é a energia que revela a sensibilidade interna da pessoa frente uma satisfação ou algo totalmente frustrante de suas necessidades, portanto a necessidade é ponto de partida da afetividade, ou seja, o homem vem em busca constante de repor essa falta que lhe toma conta e que lhe afasta de sua completude. Mas há momentos em nossas vidas que vivenciamos a perda de algo ou alguém como por exemplo a morte de uma pessoa querida ou a perda de uma criança em período gestacional. Essa dor é única e insubstituível que somente o tempo poderá apagar ou cicatrizar. E são nesses momentos que percebemos o quão é indispensável a presença de um amigo, alguém que nos conforte com pequenos gestos e valiosos, alguém que respeite a nossa dor como um abraço singelo.
Quando transferimos afeto a alguém, logo as emoções são acionadas. As nossas emoções são resultadas dessa resposta afetiva vinda de alguém que gostamos que resulta dessa sensação de satisfação plena ou também quando a censura age e frustra todas nossas necessidades e impulsos. Falamos de afeto na tentativa de tornar típico essa explosão que fica incontida de emoções ou sentimentos como medo, alegria, angustia, paixão, ira, etc. Essas nossas manifestações são consideradas normais desde que a pessoa que as experimente mantenha a lucidez de consciência, o controle de sua conduta e que a intensidade com as demonstrações de afeto fique situada nos limites da normalidade.
À você leitor, venho através dessas poucas linhas concluir a minha mensagem de relacionamento afetivo. É essencial para a engrenagem da nossa historia, o relacionamento inter-pessoal, em outras palavras, o quanto é importante “fazer uma social”. É humanamente impossível viver sozinho, durante toda passagem da nossa vida precisamos do outro. O outro que nos completa e que nos basta; o outro que nos leva e que nos acompanha; o outro que nos compreende e que nos ama. O homem encontra a felicidade preenchendo suas lacunas com a ciência e o amor universal a favor do futuro e com esses elementos implicados estará feliz.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Toda manhã


TODA MANHÃ
do livro "O Amor Esquece de Começar"
Fabrício Carpinejar
Adaptação: Cristiano Rabelo

A proxima postagem vai pra você que tem um porta-retrato do filho ao lado do computador, com folhas atoladas na segunda gaveta, que não acredita em nada mais para não forçar a esperança a acreditar em você, que entrou neste blog talvez por acidente ou por curiosidade, que mal passou os olhos pela primeira página e viu que não era com você, peço que fique mais um pouco para descobrir realmente que não é com você. Nada disso é com você; e tudo pode vir a ser. É com você, que nunca está satisfeita com a altura da cadeira, mas também não sabe como girar a manivela, que diminui os passos para escutar o bambu plagiando a chuva, que falo.

A você, que gostaria de ser mais percebida, mais elogiada, mais viva, que ninguém nota o vestido novo, o cabelo cortado, que chega ao trabalho pensando que causará outra impressão, e o espaço vai repetindo o dia anterior.

A você, que cuidou dos irmãos pequenos, que comprava cigarro para o pai e leite para a mãe, que teve que pular a janela para sair com os amigos.

A você que não está satisfeita com o emprego, com os hábitos, com o número das calças, com o guarda-roupa, com o guarda-chuva, que espera as próximas férias como um domingo prolongado, que gostaria de dormir mais e ser penteada pelo vento antes de acordar.


A você, cheia de expectativas, que se diplomou e pensou que tudo estaria resolvido, que se casou e pensou que tudo então estava pronto, que teve um filho e pensou que tudo estava chegando. Não a conheço, muito menos sei o que lhe aconteceu na infância, qual foi o primeiro namorado, a primeira transa, o primeiro choque, o primeiro porre, o primeiro do primeiro amor, o primeiro do último amor; é justamente a você que começo a escrever dentro de sua desistência.

A você, que nunca pensou que o riso também precisa de aquecimento para não se machucar em rugas, que deseja ler de manhã e viver o que se lê de tarde, e que não lê de manhã e nem vive de tarde, e sobra a noite para fazer de noite.


A você, que é uma promessa de cheiro, de chá, que coloca perfume nos pulsos e no pescoço, que tem receio de chorar onde não se chora, de falar o que não se deveria, que se controla e se autocensura para não se entregar.

A você, que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa perto do quadril, que é suave para olhar de canto.


A você, que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura. Alguns procuram um endereço; outros, um sentido.

A você, que escuta o sangue e não entende.


A você, que quer explicações para não se contentar com relatórios, para não se apaziguar em brincadeiras, que não usa relógio para não ser infiel à aliança, que repara as laranjas germinando abelhas na hora do almoço.

A você, que não duvida ao assinar o nome, mas troca invariavelmente a data.


A você, que em toda manhã regressa de seu mais fundo e ninguém repara o seu esforço para subir à superfície.

A você, que parece sombra quando a água passa, que parece água quando a sombra senta; a você quero dizer: eu desapareço em você.

domingo, 2 de maio de 2010

Será que ela existe mesmo?


Próxima parada: Ribeirao Preto
22hrs - Centro de eventos Taiwan
Ana Carolina - Turne N9VE

1 Que de danem os nós
2 10 minutos
3 Hoje eu to sozinha
4 Encostar na tua
5 Era
6 Resta
7 2 bicudos
8 8 estórias
9 Entreolhares
10 Tolerancia
11 Traição
12 Mais que a mim
13 Corredores
14 Dentro/O avesso dos ponteiros/Aqui/A canção tocou na hora errada/É isso aí
15 Eu não quero saber mais dela
16 Tá rindo,é?
17 Ela é bamba
18 Essa mulher
19 Bom dia
20 Odeio/Eu nunca te amei idiota
21 O Cristo de madeira/Construção/Toda manhã
22 Rosas
23 Elevador
24 Garganta

sábado, 17 de abril de 2010

Quando fiz 22...


Hoje em dia não sei qual é o sentido de aniversariar, alias acho que eu nunca soube. Grosseiramente falando é data que a gente tem que saber pra usar como mudança de planos, metas, conquistas e que apartir dela voce possa contabilizar ou planejar. Mas como quase nunca penso em futuro foi mais um dia qualquer fazer aniversário. Acordei, recebi abraços e cumprimentos de minhas irmãs, mãe, pai, pedro, alessandro,maicon, jonathan, inumeros recados no orkut, depoimentos e na sala de aula.E ainda de quebra um feliz aniversario com direito a coro no onibus que vou pra faculdade.Poderia estar feliz, mas ainda a essencia de um dia comum prevalecia.Fazer vinte e dois anos é como olhar pra cinco anos atras e lembrar como eu ria dessa idade e não me imaginava nunca com vinte anos ou mais, como aquilo pra mim era absurdo, inimaginavel.Talvez era a saudade em que eu me preocupava apenas com duas ou tres coisas: passar de ano, trabalhar pra gastar dinheiro e como diz meu brother tuca: saber amarrar os sapatos e mais nada.Mas precisei fazer vinte e dois para amadurecer em umas coisas e acho que vou conseguir. Estou me tornando uma pessoa totalmente despreocupada, mediocre, desisteressada, enfim "não sei se me levo ou se me acompanho". Mas fiz um pedido. Faltando pouquissimas horas da passagem do meu aniversario acabar, passando pela ponte das amoras, dentro do onibus, olhando praquele céu estrelado e bonito fiz um pedido: FAZEI COM QUE EU NÃO ESPERE MUITO DE ALGUÉM e com isso eu estaria mais feliz e sofrerei menos. Valeu Deus ae, por mais um ano de vida cheio de trancos e barrancos, pelas pessoas boas do meu lado e que eu continue aí aprendendo mais e mais com a vida, a psicologia, a familia, os amigos e com a musica que é a melhor forma em que eu me expresso e uso dela pra minha elouquencia

quarta-feira, 31 de março de 2010



Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol
Abri a porta e antes de entrar,
revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
De céu azul das flores de abril
Pensar além do bem do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
estrada de fazer o sonho acontecer
Pensei no tempo e era tempo demais
E você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
estrada de fazer o sonho acontecer..."

quarta-feira, 24 de março de 2010

Retomando a "terapia"


Enquanto não começo uma psicoterapia, coisa que já devia ter feito há muito tempo, vou escrevendo aqui pra ver se descarrega alguma coisa. Perdi as contas de quantas vezes criei um blog e abandonei e nem sei por qual motivo.Enfim, vou estar escrevendo aqui coisas pra mim que muitas vezes talvez você não irá compreender, mas não se preocupe, considere isso como normal. "É O QUE ME INTERESSA" é o título de uma musica do cantor e compositor Lenine, liguei pra ele e perguntei se podia usar o título da canção dele e ele concordou e não me cobrou nenhum centavo, logo, comecei bem. E, por sua vez escolhi como título do blog porque como já está escrito, estarei falando de coisas que me interessam, isso parece bem óbvio, não é mesmo? Daí lembrei da música e caiu como uma luva.

Postar em um blog com uma certa frequência, é pra mim algo totalmente contraditório, já que o meu negócio meu é escutar e observar, mas como preciso também exercitar o processo de linguagem, porque não um blog?!

Agora o que me interessa? Quem me interessa? O que me motiva? A resposta pra essas perguntas seria tudo aquilo que me proporciona prazer, satisfação, graça, paz, tesão, essas coisas totalmente desprendidas de qualquer forma de estereotipo. O que o mundo propõe nem tudo me interessa, se o mundo andar no mesmo ritmo com o que eu proponho, já seria um bom começo.

De MPB á musicas goianias, de amor à desprezo, de crença à descrença, de desejo à desinteresse, da "alma" à fisíca, estarei falando aqui.


Um bom dia à você que passa por aqui!