
Tudo começou na vida intra-uterina. Aquele marasmo onde só dormíamos em um espaço um tanto que desconfortável recebendo os nutrientes mandados pela nossa mãe. Mas nós crescemos, aquele espaço foi tornando-se minúsculo pra nós e viemos necessitados de vir ao mundo. A claridade nos assusta, nos faz cerrar os olhos, não sabemos como nos expressar, só sabemos chorar. Até que nos vem nossa primeira relação de afeto, acalanto e amparo: a mãe. É por meio de nossa mãe que começa a ser desenvolvido em nós nossa primeira característica de um ser social e cabe a ela a cada dia tornar isso maior com gestos, contato de pele, palavras e carinho.
Uma das necessidades do ser humano é ser alguém sociável e ele vive em busca de suprir toda essa carência que é instintiva. O homem precisa do outro para viver, amar, dividir emoções, sociabilizar, desenvolver-se e crescer na sabedoria .
Uma relação de afeto é a energia que revela a sensibilidade interna da pessoa frente uma satisfação ou algo totalmente frustrante de suas necessidades, portanto a necessidade é ponto de partida da afetividade, ou seja, o homem vem em busca constante de repor essa falta que lhe toma conta e que lhe afasta de sua completude. Mas há momentos em nossas vidas que vivenciamos a perda de algo ou alguém como por exemplo a morte de uma pessoa querida ou a perda de uma criança em período gestacional. Essa dor é única e insubstituível que somente o tempo poderá apagar ou cicatrizar. E são nesses momentos que percebemos o quão é indispensável a presença de um amigo, alguém que nos conforte com pequenos gestos e valiosos, alguém que respeite a nossa dor como um abraço singelo.
Quando transferimos afeto a alguém, logo as emoções são acionadas. As nossas emoções são resultadas dessa resposta afetiva vinda de alguém que gostamos que resulta dessa sensação de satisfação plena ou também quando a censura age e frustra todas nossas necessidades e impulsos. Falamos de afeto na tentativa de tornar típico essa explosão que fica incontida de emoções ou sentimentos como medo, alegria, angustia, paixão, ira, etc. Essas nossas manifestações são consideradas normais desde que a pessoa que as experimente mantenha a lucidez de consciência, o controle de sua conduta e que a intensidade com as demonstrações de afeto fique situada nos limites da normalidade.
À você leitor, venho através dessas poucas linhas concluir a minha mensagem de relacionamento afetivo. É essencial para a engrenagem da nossa historia, o relacionamento inter-pessoal, em outras palavras, o quanto é importante “fazer uma social”. É humanamente impossível viver sozinho, durante toda passagem da nossa vida precisamos do outro. O outro que nos completa e que nos basta; o outro que nos leva e que nos acompanha; o outro que nos compreende e que nos ama. O homem encontra a felicidade preenchendo suas lacunas com a ciência e o amor universal a favor do futuro e com esses elementos implicados estará feliz.
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