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segunda-feira, 30 de abril de 2012

XI Congresso de Psicologia - Alfenas/UNIFENAS


Programação do XI Congresso de Psicologia – UNIFENAS - Alfenas
Preliminar e sem apresentações de trabalhos

DIA 28/05 - segunda-feira
19h Abertura do congresso na biblioteca central do campus Alfenas – salão Azul
... A seguir: Coquetel de abertura – Local a ser indicado na Abertura.

DIA 29/05 - terça-feira
19h Palestra com: Miriam Junqueira Nassar
Tema: "De que lugar opera o analista?"

21h Palestra com: Lélio Moura Lourenço
Tema: "Ansiedade Social - Fobia social - na pesquisa contemporânea e na prática clínica cognitiva”.

DIA 30/05 - quarta-feira

19h Palestra com: Andréa de Miranda Rocha de Mello
Tema: "Saúde Mental: Uma visão contemporânea no ambiente familiar, no convívio social entre amigos e nos relacionamentos pessoais e no trabalho.”

21h palestra com Ricardo Ibanhez
Tema: Empreendedorismo e a Psicologia

DIA 31/05 - quinta-feira
19h00min – Palestra com: José Luis Montejano
Tema: Psicologia positiva: A Ciência da Felicidade

21h00min Palestra com Marcos Vinícius Furtado
Tema: A homeopatia e a medicina psicossomática

DIA 01/06 - sexta-feira
17h palestra com Nádia Guarda Nunes
Tema: Psicologia Analítica e Saúde Mental: O legado de Jung e Nise da Silveira

19h Mesa redonda – Psicanálise e Saúde Mental
Convidados: Mateus Dias, Roberta Ecleide, Valdene Amâncio

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A síndrome dos vinte e tantos




A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um po...uco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’. ..
E as vezes até lhe incomodam.

E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!"

domingo, 1 de abril de 2012

Como é o estraga- prazer


O estraga-prazer não é um chato (o chato é uma profissão, tem registro e sindicato).

O estraga-prazer é um momento, amigo ou um familiar que se torna inconveniente e acaba com nossa alegria. Alguém do nosso convívio que foi tomado de inveja e ciúme. E muda de lado, entra no lado negro da força.

- O estraga-prazer é o colega que assistiu, de longe, sua maratona para seduzir uma guria e chega perto no momento do beijo. Não segura a vela, mas o extintor de incêndio.

- O estraga-prazer não anuncia o final do filme, trata de revelar o final errado do filme, só para vê-lo sofrer à toa.

- O estraga-prazer desliga na sua cara e mente que caiu a ligação.

- O estraga-prazer pode ser o balconista ou um bancário: na hora em que você será atendido, ele avisa que você errou de fila e que agora só amanhã.

- O estraga-prazer espera você contar uma piada até a metade, para dizer que já conhecia.

- O estraga-prazer aniquila com sua festa de aniversário: bebe demais, tira a camisa para dançar, fala besteira.

- O estraga-prazer é o pai avisando ao filho que passará o final de semana fora, mas surge um dia antes, na hora em que o adolescente transa com a namorada na sala.

- O estraga-prazer é o marido corno que tenta fazer surpresa para a mulher. E aparece sem avisar, na maior falta de educação, e descobre o amante usando sua cama.

- O estraga-prazer é o filho grosseiro do seu namorado que pretende terminar com a relação linda de vocês porque sofre com a separação dos pais.

- O estraga-prazer é o terapeuta dando alta bem no instante que você começava a gostar da terapia.

- O estraga-prazer é seu time levando gol no último minuto, quando você já saiu do estádio.

- O estraga-prazer é sua ex confessando que nunca gozou com você.

- O estraga-prazer é sua mãe confessando que desejava uma menina.

- O estraga-prazer é seu adversário justificando que deixou você ganhar.

Olhe bem para os lados, o estraga-prazer é um infiltrado, um padre sem batina, um general sem farda. Cuidado, ele está entre nós.

domingo, 11 de março de 2012

AÍ TEM ...

As coisas são como são. Se alguém diz que está calmo, é porque está calmo. Se alguém diz que te ama, é porque te ama. Se alguém diz que não vai poder sair à noite porque precisa estudar, está explicado. Mas a gente não escuta só as palavras: a gente ouve também os sinais.

Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava frio como um iglu. Você falava, falava, e ele quieto, monossilábico. Até que você o coloca contra a parede: "O que é que está havendo?". "Nada, tô na minha, só isso." Só isso???? Aí tem.

Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava exaltado demais. Não parava de tagarelar. Um entusiasmo fora do comum. Você pergunta à queima-roupa: "Que alegria é essa?" "Ué, tô feliz, só isso". Só isso????? Aí tem.

Os tais sinais. Ansiedade fora de hora, mudez estranha, olhar perdido, mudança no jeito de se vestir, olheiras e bocejos de quem dormiu pouco à noite: aí tem. Somos doutoras em traduzir gestos, silêncios e atitudes incomuns. Se ele está calado demais, é porque está pensando na melhor maneira de nos dar uma má notícia. Se está esfuziante demais, é porque andou rolando novidades que você não está sabendo. Se ele está carinhoso demais, é porque não quer que você perceba que está com a cabeça em outra. Se manda flores, é porque está querendo que a gente facilite alguma coisa pra ele. Se vai viajar com os amigos, é porque não nos ama mais. Se parou de fumar, é uma promessa que ele não contou pra você. Enfim, o cara não pode respirar diferente que aí tem.

Às vezes não tem. O cara pode estar calado porque leu um troço que mexeu com ele, ou está falando muito porque o time dele venceu. Pode estar mais carinhoso porque conversou sobre isso na terapia e pode estar mais produzido porque teve um aumento de salário. Por que tudo o que eles fazem tem que ser um recado pra gente?

É uma generalização, mas as mulheres costumam ser mais inseguras que os homens no quesito relacionamento. Qualquer mudança de rota nos deixa em estado de alerta, qualquer outra mulher que cruze o caminho dele pode ser uma concorrente, qualquer rispidez não justificada pode ser um cartão amarelo. O que ele diz importa menos do que sua conduta. Pobres homens. Se não estão babando por nós, se tiram o dia para meditar ou para assistir um jogo de vôlei na tevê sem avisar com duas semanas de antecedência, danou-se: aí tem.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mecanismos de defesa ameaçados

Quando a boca cala.... o corpo fala!!!
Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.















- O resfriado escorre quando o corpo não chora.
- A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
- O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
- O diabetes invade quando a solidão dói.
- O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
- A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
- O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
- A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
- As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
- O peito aperta quando o orgulho escraviza.
- A pressão sobe quando o medo aprisiona.
- As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
- A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade...



sábado, 18 de fevereiro de 2012

A última corda


Existiu um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era um instrumentista fenomenal.

A verdade é que as notas que saiam de seu violino tinham um som diferente, mágico; por isso ninguém queria perder a chance de assistir a um espetáculo seu.

Certa noite, no palco de um auditório que estava repleto de admiradores para recebê-lo, Paganini surge, triunfante, e o público delira.

Ele, então, coloca o instrumento no ombro e o que vem a seguir é indescritível. As notas parecem ter asas e voar ao toque daqueles dedos mágicos, por assim dizer.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino arrebenta. O maestro pára. A orquestra pára. O público pára. Mas Paganini não pára.

Olhando para a partitura, continua a tirar sons maravilhosos do violino quebrado. A orquestra, empolgada, volta a tocar.

De repente, um som perturbador distrai novamente a atenção do público. Uma outra corda se rompe. Todos param novamente, menos Paganini.

Como se nada tivesse acontecido, ele esquece as dificuldades e avança, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra ficam impressionados, mas o público não pode imaginar o que pode acontecer em seguida.

Todos na platéia, pasmos, gritam Ooohhh ! O som ecoa pela abóboda do auditório e uma terceira corda do violino se quebra.

O maestro pára novamente. A orquestra pára. A respiração do público pára. E outra vez Paganini não pára.

Como um contorcionista, ele tira todos os sons da única corda que sobrara do instrumento destruído. Nenhuma nota é esquecida.

Empolgado, o maestro se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio. É a glória de Paganini.

Seu nome corre através dos tempos.

Ele não é apenas um violinista genial.

É o símbolo do profissional que avança diante do impossível !

Moral: Não importa o tipo de problema que o aflige. Pode ser pessoal, familiar, ou qualquer outra coisa que esteja afetando sua auto estima ou seu desempenho profissional. Tenha, entretanto certeza de uma coisa: nem tudo está perdido. Sempre haverá uma corda, e é se valendo dela que você exercerá seu talento. Tocando nela é que irá vibrar. Aprenda que a vida sempre lhe deixará uma última corda. Quando sentir desânimo, não desista. Ainda haverá a corda da persistência, do “tentar mais uma vez”, e a opção de dar um passo a mais com um novo enfoque

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012