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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As melhores sessões


Ah...o grupo de jovens. Sem mais demagogia, não consigo imaginar mesmo meus dois últimos anos sem aquela turma. Bendita noite de sabádo em que a Misleini bateu lá na porta de casa me convidando e fui no primeiro dia porque não tinha coisa melhor pra fazer dentro de casa e não podia imaginar o quão benéficio esses encontros poderiam me trazer. "Recomeçar". Não poderia ser outro tema a não ser esse pra quem estava visitando ali pela primeira vez. Recomeço, começar de novo, traçando novos ciclos, etapas.Precisava me agarrar com urgencia numa força MAIOR, assim como qualquer ser humano carente e normal precisa de um apoio.Dentre conhecidos , colegar e desconhecidos fui conquistando meu espaço ali indo a encontros, faltando duas , tres semanas, até participar do primeiro evento da pastoral: O dia da amizade aqui em Campos Gerais. E a partir daí foram se firmando as amizades. Pessoas que hoje são essencia pro dia a dia. Mas como nada é pra sempre, sai jovem, entra jovem e novos rostos vão surgindo ali e fui vendo que eu emais alguns continuaram da minha geração. Sim, eu escolhi estar ali toda semana, no meio de toda aquela galera mais nova que eu, mas que nem por isso impede algum tipo de relacionamento, muito pelo contrário, só amadurece. Só tenho a agradecer a cada um dos membros desse grupo que engrandeceram e enriqueceram a minha vida com vossa presença. Quero citar alguns nomes aqui representando todos: Valter, Tailer, Carminha, Talita e Leandro, que por meio da coordenação e acolhimento pude fazer e consagrar amizades como a minha com o Alysson, que agora é também afilhado, os Penachos e tantas outras [os] amigos que fiz e faço todo dia nos encontros. Só tenho a agradecer e levar cada um de vocês pra sempre na memória e no coração

sábado, 2 de outubro de 2010

00:45


Esse foi o horario de chegada e saída pr'um sonho vivido e realizado: Show da Ana Carolina. Com muita chuva pego busão com destino á Ribeirão Preto. Chego á cidade as 5 horas da manhã e meu tio me busca onde fiquei hospedado junto com minha tia e meus primos no condominio "Portal del Rochelle", um lugar bem calmo e intimista. Durante dia andamos pela cidade, conhecer alguns lugares, inclusive o local do show. Anoiteceu, mesmo sabendo que os portões abririam as 22:00 hrs e o show começaria as 00:30 as 8 hrs da noite eu já estava lá fazendo plantão de pé e conhecendo um pessoal que também curtia a Ana. Eis que a porteira se abre, todos andando normalmente, só eu quase correndo por calçada a fora igual à um caipirinha de Minas mesmo.Quando chego no salão esmeralda é hora de enfrentar outra fila pra troca de ingressos comprados pela internet. O povo ia chegando aos poucos enquando conversava com Drica, Camila, Carolini e o namorado que não lembro o nome, os primeirões da fila da área vip. Foi dando sede e fui comprar água pra gente, até que finalmente as portas do salão se abre. Meu olho brilhava só de ver o palco com os instrumentos e logo fui até grade que era o melhor lugar que eu podia me posicionar, mais perto que eu imaginava, mas não melhor que a primeira fila de mesas, mas tudo bem. O povo não parava de chegar, logo iam ocupando as mesas, camarote, area vip e pista e tocando muito Paralamas do sucesso e Cidade Negra, quase decorei as musicas. O tempo passa e nenhuma movimentação no palco, até que surge uns brutamontes de preto ajustando luzes, instrumentos e fumacinhas,hehehe. O roldie da Ana aparece no palco afinando os violões dela, o povo começava a gritar, até parecia que era ela que tinha subido ao palco. Era 00:30 e nada. O povo começa a vaiar, até que Adriano [roldie] surge no palco de novo colando no chão o repertório no chão do palco. E o povo voltava a chamar pela Ana misturado entre vaias. 00:45 a banda entra no palco meio escondido: Danilo Andrade( teclados e programação), Marcelo Costa (bateria), Léo Reis (percussão), André Rodrigues (baixo) e Pedro Baby( guitarras). Quando o cara lá anuncia : "E com vocês, Ana Carolina", o povo foi ao delírio, inclusive eu, a expressão "fã comportado" não existia no meu vocabulário.

Eis que Ana Carolina surge pelo lado direito do palco com seu figurino preto brilhante, cabelo liso dessa vez, toda maquiada e pronta pra cantar. Quando ela entrou foi ápice pra mim. Abre o show cantando "10 minutos" com toda aquela força e potência que ela tem e ao fundo um telão que projetava uma metropole.Logo em seguida ela vem com "Hoje eu to sozinha", desta vez uma música do seu álbum estampado e projetando ao fundo uma metropole tambem, dessa vez em movimento deixando o palco bem dinamico. Eis que ela puxa sem banquinho e seu violão de nylon e viaja por alguns sucessos convidando o publico a cantar junto, passa por "Confesso", "Trancado", "Nua", "Pra rua me levar" e "Encostar na tua". Ela deixa o banquinho e volta cantando "2 bicudos" e "8 estórias", música que deu um banho de interpretação e presença de palco, ainda mais projetando mulheres semi-nuas no fundo do palco no seu dia-a-dia. Ana estava afim mesmo de provocar, principalmente as meninas. Continuando sua passagem pela disco "n9ve", ela canta "Entreolhares" e no fundo mostrando o John Legend cantando no clipe da música gravado em Atlanta. Continuando com músicas pop, Ana canta "Tolerância" e nessa música Ana ganha de presente de um fã um urso em que ela dança com ele no palco e guarda o presente. Cantando de novo alguns antigos sucessos em mais um medley, Ana apresenta desta vez com seu violão de aço "O avesso dos ponteiros", música que ela não cantava há um bom tempo já, música que veio seguida de "Aqui", "A canção tocou na hora errada", "Vai", "Nada pra mim". Ainda nas baladas , Ana apresenta "É isso aí",desta vez com arranjo reformulado e mais impactante. Depois chega "Quem de nós dois" cantando e interagindo com a galera. Passando agora pelo samba e samba-rock, Ana apresenta "Tá rindo,é?" com borboletas no fundo do palco e "Cabide" onde arrisca muito bem uns passos de samba e convida o público pra sambar também.O pandeiro que não podia faltar chega com Ana surrando aquele couro deixando o povo estasiado e toca e canta "Implicante", um samba do seu segundo disco. O show vai chegando ao final com "Uma louca tempestade", minha preferida, seguida de "Rosas", "Elevador" e no bis "Garganta", que nessas tres ultimas musicas ela chama o publico pra frente, que frustrante que foi pra mim não poder e não conseguir pular aquela grade. Ela despede-se do público emocionada, toda atenciosa e deseja: AMOR, SORTE, GRANA E SEXO!.

Muita música boa, emoção, cantoria, felicidade, alegria em pouco mais de uma hora de show, ficará guardado da minha memória, valeu e compensou todo esforço e barreiras que enfrentei. Me despedi dos novos amigos que fiz nos prometendo reencontrar nun proximo show, dessa vez de mesa, voltei pra casa da minha tia sob uma chuva fina, passiei em Ribeirão no domingo, voltei pra Cangerê chegando aqui 00:45...4+5=9,hehehe.

00:45: Embarque ao sonho
00;45: realizando o sonho
00:45: desenbarcando do sonho

domingo, 12 de setembro de 2010

NÃO SABEMOS NAMORAR


Agora dei para mascar chiclete com sabor melancia.
Deveria esconder esse detalhe. Mórbido para quem atravessou os 36 anos.
Mas vejo o quanto escondo o romantismo debaixo da mordida. Sou açucarado. Meu beijo é diabético. Logo eu que passo uma imagem seca de bolacha de sal.
Vá lá, não vou sorrir para mim de noite ou pedir a benção para os apaixonados, mas não acredito nesta história de acomodação no romance. Que de uma hora para outra cansamos. Não é cansaço, não é que paramos de seduzir porque conquistamos e que não precisamos mais arrebatar com surpresas. Não é que estamos seguros e não arriscamos mais. Não é o conforto ou o domínio territorial.
Senão começaremos a acreditar que existe cupido. E cupido é o mais cafona dos anjos. Quem começa uma relação com cupido termina na fossa repetindo os erros ortográficos das canções sertanejas.
Confio que há gente que não saiba namorar. Não sabe namorar, e pronto. Supõe que é instintivo, natural, que é beijar, abraçar e os oceanos transportam a espuma. Que basta amar e as relações funcionam.
Mas as relações queimam pelo pouco uso. A eletricidade enferruja.
Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente: jantar, conversar e transar. Há gente que não quer namorar, e sim uma amizade para dividir o que se é. Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo.
Que tudo está definido e seguro para o final do ano, que não pode ser perdido no próximo minuto. Eu acabei de perder o próximo minuto.
Namoro é ambição. É um final de semana a cada dia. É uma delicadeza insuportável, antecipar os movimentos e agradar quando não se espera. Gentileza em cima de gentileza, infindável. Um cuidado para não magoar com aviso e pergunta, com aquela educação concedida a gestantes e idosos.
Namorar requer uma atenção absoluta. E não reclame: amar pode ser para toda a vida quando oferecemos toda a nossa vida.
Tem que se preparar, ceder, abrir espaço, oferecer, renunciar. A inquietação nasce da paciência. A criatividade nasce de uma porta fechada.
É um extremismo terrorista. Explodiremos civis.
Durante algum desentendimento, mobiliza-se a genealogia da imaginação para escandalizar de novo. Carro de som, helicóptero, arranjos suicidas pela janela. Não é permitido ficar quieto, parado, para conversar a respeito. A conversa demora.

No namoro, não existe como ser egoísta. Egoísmo se deixa no JK. É pensar pelo outro, com o outro, como o outro.
É ter uma lista de compra de mercado na ponta da língua, junto com o chiclete de melancia: qual a pasta de dente que ela usa, o xampu, o condicionador, o azeite, o leite que toma, o suco... Desconhecer a geladeira da namorada é passagem direta para o congelador.
É entrar numa livraria e pensar no livro que ela vai gostar, é entrar numa loja e pensar um vaso que combinaria com sua sala, é entrar no cemitério e sonhar com um mausoléu para a família, sim, planejar a morte junto - nada mais romântico.
É entrar em si mesmo e lustrar as memórias mais distantes para parecer orfão antes de sua chegada.
Agora dei para mascar a minha boca.

domingo, 29 de agosto de 2010

Dias de sol, noites de frio


Dias de sol
Noites com frio
Pasto cor pardo
Pasto cor de carvão
Céu cinzento
Não de chuva
Mas sim de poluição

http://www.youtube.com/watch?v=XbkBp04ykQg

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quando...


Eu sou um idiota. Um pasmado. Uma formiga. Um besta. Um palhaço. Eu me humilho. Rastejo. Sofro e não dói mais. Eu não falo. Eu não páro. Eu amo. Eu sou/estou doente. Eu preciso de ajuda. Eu tenho água incontida nos olhos. Eu só quero gostar e ser gostado. Está dificil.

"Quando eu vou parar e olhar pra mim? Ficar de fora e olhar por dentro... quando eu parar pra ser feliz, que hora? Se não dá tempo...."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Seu insucesso na vida íntima me enobrece.


Em uma manifestação humilhante do meu inconsciente/consciente eu faço figas pra dar errado os relacionamentos íntimos de quem eu amo que o mesmo não gosta de mim, melhor dizendo, não me enxerga com os mesmos olhos que eu enxergo-o. Dentre todas as minhas compulsividades do TOC, começo a contabilizar há quanto tempo que essa pessoa não pega ninguém, há quanto tempo ela não se entrega pra alguém e quanto mais tempo ela passa na seca, mais eu me divirto, me alivio, mais eu dou Graças a Deus.
Acontece que isso não vai durar para sempre, chegará um dia em que ela encontrará um novo ficante, namorado, um amor e eu vou me recolher para a minha insignificancia e abaixarei a crista dos meus pensamentos mesquinhos, tolos e de mal-amado.Sempre quando aparece uma possibilidade de ela envolver-se com alguem intimamente me vem a angustia, o aperto no peito, o desespero. É uma dor que passou a ser indolor, ela vem com uma certa frequencia que eu já não sinto mais nada, meu organismo acostumou com o meu ciume. Sempre ouvi falar de ciume, mas nunca o havia sentido com tanta intensidade. Só posso dizer que ele me corrói por dentro como traças a procura de tecido velho e sujo, assim como se tornou minha alma: suja e deplorável. E eu vou empurrando com a barriga, a solidão dela é a maneira que tenho pra me sentir como o amante dela e isso me basta, é como se eu esquecesse o que eu aprendi nas escolas da vida que ninguém pode ser feliz sozinho. E que sorte que essa pessoa que eu amo é tão imatura, devagar, lerdo, pasmado pra se investir em um relacionamento íntimo. Isso me felicita. E assim vou me contentando com as migalhas, com o estar perto e não poder estar "bem mais que perto".Há um bom tempo essa pessoa pra quem eu entrego a minha vida tem vivido só no "quase deu certo", mas eu tenho que me preparar quando ela conseguir arrumar alguém. Enfim, enquanto ela vai tentando eu vou torcendo:

"Não vai dar certo!"

"Se ela não fica comigo, com ninguem ficará"

e etc

E não é que dá certo?! HAHAHAHAHAHA

Mas tem muito mais coisas por detrás disso que eu escrevi aqui, pode parecer tanta bobagem pra voce que leu, tão fútil, tão medíocre e é mesmo assim, mas isso cabe a uma outra postagem aqui.

Cristiano Rabelo

"O amor não poderia morrer, ele não tem fim. Nós que criamos a despedida por não suportar sua longevidade. Por invejar que ele seja maior do que a nossa vida. " Fabricio Carpinejar

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Preenchendo espaços


Tudo começou na vida intra-uterina. Aquele marasmo onde só dormíamos em um espaço um tanto que desconfortável recebendo os nutrientes mandados pela nossa mãe. Mas nós crescemos, aquele espaço foi tornando-se minúsculo pra nós e viemos necessitados de vir ao mundo. A claridade nos assusta, nos faz cerrar os olhos, não sabemos como nos expressar, só sabemos chorar. Até que nos vem nossa primeira relação de afeto, acalanto e amparo: a mãe. É por meio de nossa mãe que começa a ser desenvolvido em nós nossa primeira característica de um ser social e cabe a ela a cada dia tornar isso maior com gestos, contato de pele, palavras e carinho.
Uma das necessidades do ser humano é ser alguém sociável e ele vive em busca de suprir toda essa carência que é instintiva. O homem precisa do outro para viver, amar, dividir emoções, sociabilizar, desenvolver-se e crescer na sabedoria .
Uma relação de afeto é a energia que revela a sensibilidade interna da pessoa frente uma satisfação ou algo totalmente frustrante de suas necessidades, portanto a necessidade é ponto de partida da afetividade, ou seja, o homem vem em busca constante de repor essa falta que lhe toma conta e que lhe afasta de sua completude. Mas há momentos em nossas vidas que vivenciamos a perda de algo ou alguém como por exemplo a morte de uma pessoa querida ou a perda de uma criança em período gestacional. Essa dor é única e insubstituível que somente o tempo poderá apagar ou cicatrizar. E são nesses momentos que percebemos o quão é indispensável a presença de um amigo, alguém que nos conforte com pequenos gestos e valiosos, alguém que respeite a nossa dor como um abraço singelo.
Quando transferimos afeto a alguém, logo as emoções são acionadas. As nossas emoções são resultadas dessa resposta afetiva vinda de alguém que gostamos que resulta dessa sensação de satisfação plena ou também quando a censura age e frustra todas nossas necessidades e impulsos. Falamos de afeto na tentativa de tornar típico essa explosão que fica incontida de emoções ou sentimentos como medo, alegria, angustia, paixão, ira, etc. Essas nossas manifestações são consideradas normais desde que a pessoa que as experimente mantenha a lucidez de consciência, o controle de sua conduta e que a intensidade com as demonstrações de afeto fique situada nos limites da normalidade.
À você leitor, venho através dessas poucas linhas concluir a minha mensagem de relacionamento afetivo. É essencial para a engrenagem da nossa historia, o relacionamento inter-pessoal, em outras palavras, o quanto é importante “fazer uma social”. É humanamente impossível viver sozinho, durante toda passagem da nossa vida precisamos do outro. O outro que nos completa e que nos basta; o outro que nos leva e que nos acompanha; o outro que nos compreende e que nos ama. O homem encontra a felicidade preenchendo suas lacunas com a ciência e o amor universal a favor do futuro e com esses elementos implicados estará feliz.