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terça-feira, 27 de julho de 2010

Quando...


Eu sou um idiota. Um pasmado. Uma formiga. Um besta. Um palhaço. Eu me humilho. Rastejo. Sofro e não dói mais. Eu não falo. Eu não páro. Eu amo. Eu sou/estou doente. Eu preciso de ajuda. Eu tenho água incontida nos olhos. Eu só quero gostar e ser gostado. Está dificil.

"Quando eu vou parar e olhar pra mim? Ficar de fora e olhar por dentro... quando eu parar pra ser feliz, que hora? Se não dá tempo...."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Seu insucesso na vida íntima me enobrece.


Em uma manifestação humilhante do meu inconsciente/consciente eu faço figas pra dar errado os relacionamentos íntimos de quem eu amo que o mesmo não gosta de mim, melhor dizendo, não me enxerga com os mesmos olhos que eu enxergo-o. Dentre todas as minhas compulsividades do TOC, começo a contabilizar há quanto tempo que essa pessoa não pega ninguém, há quanto tempo ela não se entrega pra alguém e quanto mais tempo ela passa na seca, mais eu me divirto, me alivio, mais eu dou Graças a Deus.
Acontece que isso não vai durar para sempre, chegará um dia em que ela encontrará um novo ficante, namorado, um amor e eu vou me recolher para a minha insignificancia e abaixarei a crista dos meus pensamentos mesquinhos, tolos e de mal-amado.Sempre quando aparece uma possibilidade de ela envolver-se com alguem intimamente me vem a angustia, o aperto no peito, o desespero. É uma dor que passou a ser indolor, ela vem com uma certa frequencia que eu já não sinto mais nada, meu organismo acostumou com o meu ciume. Sempre ouvi falar de ciume, mas nunca o havia sentido com tanta intensidade. Só posso dizer que ele me corrói por dentro como traças a procura de tecido velho e sujo, assim como se tornou minha alma: suja e deplorável. E eu vou empurrando com a barriga, a solidão dela é a maneira que tenho pra me sentir como o amante dela e isso me basta, é como se eu esquecesse o que eu aprendi nas escolas da vida que ninguém pode ser feliz sozinho. E que sorte que essa pessoa que eu amo é tão imatura, devagar, lerdo, pasmado pra se investir em um relacionamento íntimo. Isso me felicita. E assim vou me contentando com as migalhas, com o estar perto e não poder estar "bem mais que perto".Há um bom tempo essa pessoa pra quem eu entrego a minha vida tem vivido só no "quase deu certo", mas eu tenho que me preparar quando ela conseguir arrumar alguém. Enfim, enquanto ela vai tentando eu vou torcendo:

"Não vai dar certo!"

"Se ela não fica comigo, com ninguem ficará"

e etc

E não é que dá certo?! HAHAHAHAHAHA

Mas tem muito mais coisas por detrás disso que eu escrevi aqui, pode parecer tanta bobagem pra voce que leu, tão fútil, tão medíocre e é mesmo assim, mas isso cabe a uma outra postagem aqui.

Cristiano Rabelo

"O amor não poderia morrer, ele não tem fim. Nós que criamos a despedida por não suportar sua longevidade. Por invejar que ele seja maior do que a nossa vida. " Fabricio Carpinejar

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Preenchendo espaços


Tudo começou na vida intra-uterina. Aquele marasmo onde só dormíamos em um espaço um tanto que desconfortável recebendo os nutrientes mandados pela nossa mãe. Mas nós crescemos, aquele espaço foi tornando-se minúsculo pra nós e viemos necessitados de vir ao mundo. A claridade nos assusta, nos faz cerrar os olhos, não sabemos como nos expressar, só sabemos chorar. Até que nos vem nossa primeira relação de afeto, acalanto e amparo: a mãe. É por meio de nossa mãe que começa a ser desenvolvido em nós nossa primeira característica de um ser social e cabe a ela a cada dia tornar isso maior com gestos, contato de pele, palavras e carinho.
Uma das necessidades do ser humano é ser alguém sociável e ele vive em busca de suprir toda essa carência que é instintiva. O homem precisa do outro para viver, amar, dividir emoções, sociabilizar, desenvolver-se e crescer na sabedoria .
Uma relação de afeto é a energia que revela a sensibilidade interna da pessoa frente uma satisfação ou algo totalmente frustrante de suas necessidades, portanto a necessidade é ponto de partida da afetividade, ou seja, o homem vem em busca constante de repor essa falta que lhe toma conta e que lhe afasta de sua completude. Mas há momentos em nossas vidas que vivenciamos a perda de algo ou alguém como por exemplo a morte de uma pessoa querida ou a perda de uma criança em período gestacional. Essa dor é única e insubstituível que somente o tempo poderá apagar ou cicatrizar. E são nesses momentos que percebemos o quão é indispensável a presença de um amigo, alguém que nos conforte com pequenos gestos e valiosos, alguém que respeite a nossa dor como um abraço singelo.
Quando transferimos afeto a alguém, logo as emoções são acionadas. As nossas emoções são resultadas dessa resposta afetiva vinda de alguém que gostamos que resulta dessa sensação de satisfação plena ou também quando a censura age e frustra todas nossas necessidades e impulsos. Falamos de afeto na tentativa de tornar típico essa explosão que fica incontida de emoções ou sentimentos como medo, alegria, angustia, paixão, ira, etc. Essas nossas manifestações são consideradas normais desde que a pessoa que as experimente mantenha a lucidez de consciência, o controle de sua conduta e que a intensidade com as demonstrações de afeto fique situada nos limites da normalidade.
À você leitor, venho através dessas poucas linhas concluir a minha mensagem de relacionamento afetivo. É essencial para a engrenagem da nossa historia, o relacionamento inter-pessoal, em outras palavras, o quanto é importante “fazer uma social”. É humanamente impossível viver sozinho, durante toda passagem da nossa vida precisamos do outro. O outro que nos completa e que nos basta; o outro que nos leva e que nos acompanha; o outro que nos compreende e que nos ama. O homem encontra a felicidade preenchendo suas lacunas com a ciência e o amor universal a favor do futuro e com esses elementos implicados estará feliz.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Toda manhã


TODA MANHÃ
do livro "O Amor Esquece de Começar"
Fabrício Carpinejar
Adaptação: Cristiano Rabelo

A proxima postagem vai pra você que tem um porta-retrato do filho ao lado do computador, com folhas atoladas na segunda gaveta, que não acredita em nada mais para não forçar a esperança a acreditar em você, que entrou neste blog talvez por acidente ou por curiosidade, que mal passou os olhos pela primeira página e viu que não era com você, peço que fique mais um pouco para descobrir realmente que não é com você. Nada disso é com você; e tudo pode vir a ser. É com você, que nunca está satisfeita com a altura da cadeira, mas também não sabe como girar a manivela, que diminui os passos para escutar o bambu plagiando a chuva, que falo.

A você, que gostaria de ser mais percebida, mais elogiada, mais viva, que ninguém nota o vestido novo, o cabelo cortado, que chega ao trabalho pensando que causará outra impressão, e o espaço vai repetindo o dia anterior.

A você, que cuidou dos irmãos pequenos, que comprava cigarro para o pai e leite para a mãe, que teve que pular a janela para sair com os amigos.

A você que não está satisfeita com o emprego, com os hábitos, com o número das calças, com o guarda-roupa, com o guarda-chuva, que espera as próximas férias como um domingo prolongado, que gostaria de dormir mais e ser penteada pelo vento antes de acordar.


A você, cheia de expectativas, que se diplomou e pensou que tudo estaria resolvido, que se casou e pensou que tudo então estava pronto, que teve um filho e pensou que tudo estava chegando. Não a conheço, muito menos sei o que lhe aconteceu na infância, qual foi o primeiro namorado, a primeira transa, o primeiro choque, o primeiro porre, o primeiro do primeiro amor, o primeiro do último amor; é justamente a você que começo a escrever dentro de sua desistência.

A você, que nunca pensou que o riso também precisa de aquecimento para não se machucar em rugas, que deseja ler de manhã e viver o que se lê de tarde, e que não lê de manhã e nem vive de tarde, e sobra a noite para fazer de noite.


A você, que é uma promessa de cheiro, de chá, que coloca perfume nos pulsos e no pescoço, que tem receio de chorar onde não se chora, de falar o que não se deveria, que se controla e se autocensura para não se entregar.

A você, que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa perto do quadril, que é suave para olhar de canto.


A você, que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura. Alguns procuram um endereço; outros, um sentido.

A você, que escuta o sangue e não entende.


A você, que quer explicações para não se contentar com relatórios, para não se apaziguar em brincadeiras, que não usa relógio para não ser infiel à aliança, que repara as laranjas germinando abelhas na hora do almoço.

A você, que não duvida ao assinar o nome, mas troca invariavelmente a data.


A você, que em toda manhã regressa de seu mais fundo e ninguém repara o seu esforço para subir à superfície.

A você, que parece sombra quando a água passa, que parece água quando a sombra senta; a você quero dizer: eu desapareço em você.

domingo, 2 de maio de 2010

Será que ela existe mesmo?


Próxima parada: Ribeirao Preto
22hrs - Centro de eventos Taiwan
Ana Carolina - Turne N9VE

1 Que de danem os nós
2 10 minutos
3 Hoje eu to sozinha
4 Encostar na tua
5 Era
6 Resta
7 2 bicudos
8 8 estórias
9 Entreolhares
10 Tolerancia
11 Traição
12 Mais que a mim
13 Corredores
14 Dentro/O avesso dos ponteiros/Aqui/A canção tocou na hora errada/É isso aí
15 Eu não quero saber mais dela
16 Tá rindo,é?
17 Ela é bamba
18 Essa mulher
19 Bom dia
20 Odeio/Eu nunca te amei idiota
21 O Cristo de madeira/Construção/Toda manhã
22 Rosas
23 Elevador
24 Garganta

sábado, 17 de abril de 2010

Quando fiz 22...


Hoje em dia não sei qual é o sentido de aniversariar, alias acho que eu nunca soube. Grosseiramente falando é data que a gente tem que saber pra usar como mudança de planos, metas, conquistas e que apartir dela voce possa contabilizar ou planejar. Mas como quase nunca penso em futuro foi mais um dia qualquer fazer aniversário. Acordei, recebi abraços e cumprimentos de minhas irmãs, mãe, pai, pedro, alessandro,maicon, jonathan, inumeros recados no orkut, depoimentos e na sala de aula.E ainda de quebra um feliz aniversario com direito a coro no onibus que vou pra faculdade.Poderia estar feliz, mas ainda a essencia de um dia comum prevalecia.Fazer vinte e dois anos é como olhar pra cinco anos atras e lembrar como eu ria dessa idade e não me imaginava nunca com vinte anos ou mais, como aquilo pra mim era absurdo, inimaginavel.Talvez era a saudade em que eu me preocupava apenas com duas ou tres coisas: passar de ano, trabalhar pra gastar dinheiro e como diz meu brother tuca: saber amarrar os sapatos e mais nada.Mas precisei fazer vinte e dois para amadurecer em umas coisas e acho que vou conseguir. Estou me tornando uma pessoa totalmente despreocupada, mediocre, desisteressada, enfim "não sei se me levo ou se me acompanho". Mas fiz um pedido. Faltando pouquissimas horas da passagem do meu aniversario acabar, passando pela ponte das amoras, dentro do onibus, olhando praquele céu estrelado e bonito fiz um pedido: FAZEI COM QUE EU NÃO ESPERE MUITO DE ALGUÉM e com isso eu estaria mais feliz e sofrerei menos. Valeu Deus ae, por mais um ano de vida cheio de trancos e barrancos, pelas pessoas boas do meu lado e que eu continue aí aprendendo mais e mais com a vida, a psicologia, a familia, os amigos e com a musica que é a melhor forma em que eu me expresso e uso dela pra minha elouquencia

quarta-feira, 31 de março de 2010



Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol
Abri a porta e antes de entrar,
revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
De céu azul das flores de abril
Pensar além do bem do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
estrada de fazer o sonho acontecer
Pensei no tempo e era tempo demais
E você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
estrada de fazer o sonho acontecer..."